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Falta de ar persistente: o principal sintoma tratado pela fisioterapia cardiopulmonar



A dispneia ou falta de ar é um dos sintomas mais limitantes e que consiste na respiração ofegante, curta e desconfortável.  É a sensação de que, ao inspirar, a quantidade de ar que entra nos pulmões é insuficiente. Sua intensidade pode variar de acordo com as causas. 

No momento, a falta de ar está em evidência pela pandemia do coronavírus, mas esse sintoma acompanha diversas pessoas com problemas pulmonares e cardiovasculares muito antes da pandemia existir. 

Dentre os sintomas mais presentes, no dia-a-dia dos pacientes, do fisioterapeuta cardiopulmonar estão a falta de ar, o cansaço excessivo, respiração curta e tosse crônica.

Apesar de muito comum, a falta de ar persistente e o cansaço não são normais. E vale lembrar que há tratamento eficiente para esses sintomas: a fisioterapia cardiopulmonar.


CAUSAS DA FALTA DE AR:


As causas da falta de ar são variadas; desde relação com doença de base até mesmo descondicionamento físico, em pessoas com estilo de vida sedentário ou que passaram longos períodos em repouso absoluto.


  1. Doenças cardíacas


Para muitas pessoas pode não estar claro, mas nosso corpo funciona em sincronia perfeita entre todos os sistemas corporais. Então, quer dizer que se o coração tiver algum problema pode afetar outros sistemas? Sim, é bem claro que diversas patologias cardíacas acarretam alterações que levam a falta de ar aos esforços (mínimos, médios e/ou esforços mais intensos a depender da evolução da doença). Por isso, é importante esclarecer que a falta de ar pode ter relação com as doenças cardiovasculares e não apenas a relação direta com o pulmão. 


  1. Doenças pulmonares crônicas


As doenças respiratórias  crônicas atingem as vias respiratórias superiores e inferiores, além de demais estruturas que fazem parte dos pulmões. Essas alterações estruturais e funcionais respiratórias levam ao sintoma de falta de ar. 

Algumas das doenças que podem ter a falta de ar presente: doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), bronquite, enfisema, asma, fibrose pulmonar, pneumonia... A depender da patologia outros sintomas podem estar associados: tosse, chiado no peito, catarro, expiração prolongada...


  1. COVID-19


Após a fase ativa do coronavírus, há a presença de sintomas persistentes caracterizados pelo “Long COVID”, “COVID longa” ou COVID prolongada. Entre os sintomas mais comuns estão a falta de ar, a fadiga intensa, respiração curta e pesada, tosse crônica e fraqueza muscular.

Destaca-se que não são somente pacientes graves (com internação em UTI) que desenvolvem esses sintomas; existem relatos científicos, bem como, na prática clínica há casos de pacientes que não necessitaram de internação, mas apresentam sintomas persistentes.


  1. Estilo de vida sedentário


Ainda há a possibilidade de a falta de ar ser resultado do estilo de vida sedentário do indivíduo, mesmo sem doença de base. 

O sedentarismo consiste na falta de prática de exercício físico regularmente, além do hábito de ficar muito tempo sentado, o que tem influência direta na saúde e bem-estar da pessoa.

Esse estilo de vida pode levar ao descondicionamento físico a ponto de o indivíduo apresentar falta de ar aos esforços, mesmo que não tão intensos. 


TRATAMENTO:


A fisioterapia cardiopulmonar é fundamental no tratamento da falta de ar. Na maioria dos casos, quando a orientação do fisioterapeuta cardiopulmonar é seguida com a frequência e duração correta estabelecida, há a melhora total dos sintomas. Já em casos mais graves, os resultados são bastante expressivos, mas a falta de ar pode permanecer em intensidade bem inferior- necessário correlacionar à doença de base e avaliação prévia.

A fisioterapia cardiopulmonar evolui nos últimos anos e há muito embasamento científico para a prática clínica. E é por isso, que muito do que era feito e popularmente conhecido, como, puxar e soltar o ar de diferentes formas, não é o mais efetivo. Atualmente, a fisioterapia cardiopulmonar é pautada em quatro pilares: exercício de fortalecimento muscular respiratório, exercício aeróbico, exercício de fortalecimento muscular periférico e medidas adicionais prescritas conforme necessidade identificada na avaliação. 


Não deixe que a falta de ar e o cansaço te limitem, reabilite-se.”



Fernanda Laís Loro- (CREFITO 5| 293.058-F)

Fisioterapeuta| UFCSPA

Especialização em Fisioterapia em Reabilitação Cardiopulmonar| Hospital Albert Einstein 

Especialização em Fisiologia do Exercício aplicada à clínica| UNIFESP

Mestre em Ciências da Reabilitação| UFCSPA

Doutoranda em Ciências da Saúde| UFCSPA



 
 
 

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