Quando procurar por atendimento de fisioterapia cardiopulmonar?
- lororeabilitar

- 2 de jun. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de mar. de 2023
A fisioterapia cardiopulmonar consiste em um conjunto de técnicas fisioterapêuticas prescritas conforme a individualidade de cada paciente. Associa-se exercício de força, aeróbico, treinamento da musculatura respiratória, técnicas para melhorar a ventilação pulmonar, técnicas para higiene brônquica (retirar secreção pulmonar), entre outras. Tudo isso sempre realizado com monitoramento da frequência cardíaca, saturação periférica de oxigênio, pressão arterial, frequência respiratória e percepção de esforço para maior segurança dos pacientes e também para correta prescrição e consequente adequada evolução do paciente.
QUAIS OS BENEFÍCIOS:
1- Melhora qualidade de vida;
2- Melhora capacidade funcional (capacidade de realizar as atividades do dia a dia com mais qualidade e menos esforço);
3- Aumenta a sobrevida;
4- Diminui dispneia (falta de ar);
5- Diminui fadiga (cansaço);
6- Diminui risco para eventos cardiovasculares;
7- Aumenta força muscular respiratória;
8- Promove ganho/manutenção de massa muscular;
9- Ação favorável no perfil lipídico (diminui colesterol ruim e triglicerídos, aumenta colesterol bom);
10- Redução da pressão arterial;
11- Redução da frequência cardíaca de repouso;
12- Diminui internações hospitalares;
13- Melhora função ventricular do coração (fração de ejeção do ventrículo esquerdo);
PARA QUEM É INDICADA:
A fisioterapia cardiopulmonar ficou conhecida, principalmente, pela indicação para doenças cardíacas, como doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca e pós infarto agudo do miocárdio. Hoje também é indicada para pneumopatas (indivíduos com doenças no pulmão), por exemplo, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), fibrose pulmonar, enfisema, pós COVID-19, atelectasia, entre outros. Além disso, em pós-operatórios seja por cirurgia cardíaca, pulmonar ou abdominal é orientada a fisioterapia cardiopulmonar para melhor recuperação e redução do risco de complicações pós-operatórias.
Somado a isso, sintomas como falta de ar, fadiga (cansaço) aos esforços e a respiração “curta” são indicativos para fisioterapia cardiopulmonar.
Fisioterapia cardiopulmonar é só para quem tem doença estabelecida?
NÃO!
As diretrizes mais recentes falam em prevenção secundária, ou seja, aquela pessoa que tem fatores de risco para desenvolver algum evento cardíaco (aterosclerose, colesterol alto, triglicerídeos altos, sedentarismo, tabagismo, idade avançada...) também pode se beneficiar da reabilitação. Aqui vale a famosa frase: “melhor prevenir do que remediar”, não é mesmo?
ATENÇÃO:
Em época de COVID-19 muito tem se difundido pelas redes sociais sobre exercícios de respiração profunda, contudo, vale lembrar que respirar profundamente não é fisioterapia cardiopulmonar. A fisioterapia cardiopulmonar inclui uma série de técnicas que exigem qualificação profissional muito mais ampla para avaliar e prescrever o adequado tratamento de forma individualizada.
Priorize sua saúde cardiopulmonar e procure por atendimento especializado com um fisioterapeuta cardiopulmonar.

Fernanda Laís Loro- CREFITO 5| 293.058-F
Fisioterapeuta pela UFCSPA
Especialização em Fisioterapia em Reabilitação Cardiopulmonar pelo Hospital Albert Einstein
Especialização em Fisiologia do Exercício Aplicada à Clínica pela UNIFESP
Aperfeiçoamento em Exercício Físico aplicado ao cardiopata- INCOR/SP
Mestranda em Ciências da Reabilitação pela UFCSPA

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