Recuperação pós COVID-19: qual o papel do fisioterapeuta
- lororeabilitar

- 2 de jun. de 2021
- 3 min de leitura
Atualizado: 13 de mar. de 2023
Muito se tem falado sobre o coronavírus em todos os meios de divulgação e já é amplamente difundido as formas de contágio e de prevenção. Pensando nisso, o objetivo desse artigo não será falar dessas questões, mas sim elucidar as repercussões pós COVID-19 e qual o papel do fisioterapeuta nesse cenário.
Quais são as repercussões para a saúde pós COVID-19?
Apesar de ser uma situação recente, muitos estudos estão sendo publicados diariamente em todo o mundo sobre o COVID-19 e já é possível se ter conhecimento sobre algumas repercussões que esse vírus gera no corpo humano. Os acometimentos são sistêmicos, ou seja, afetam mais de um sistema do corpo humano, incluindo, sistema pulmonar, vascular, cardíaco e musculoesquelético.
Alguns pacientes apresentam sintomas leves enquanto que outros manifestam sintomas mais graves e necessitam de internação hospitalar, inclusive, precisando de atendimento em unidades de tratamento intensivo (UTI). Em ambas as situações há diminuição da mobilidade pela internação, perda de massa muscular, fraqueza, respiração curta, dor articular ou muscular, redução da funcionalidade e cansaço aos médios e mínimos esforços. Tais sintomas persistem após a alta hospitalar gerando piora da qualidade de vida e trazendo dificuldades nas atividades de vida diária e nas atividades laborais. Esses sinais e sintomas são os que tem sido documentado, porém, não necessariamente o paciente apresenta todos.
Além disso, mesmo os casos mais leves e que não necessitem de internação hospitalar percebe-se redução da mobilidade e do nível de atividade física durante o isolamento social que acaba gerando piora no condicionamento cardiopulmonar, fraqueza, cansaço...
Isolamento social e redução da atividade física:
Além das pessoas que foram diretamente afetadas pelo vírus, temos que lembrar de que muitos indivíduos que estão em grupo de risco diminuíram consideravelmente o nível de atividade física quando comparado ao período anterior ao isolamento social. Esse contexto está trazendo os efeitos do descondicionamento associado ao repouso e baixo nível de atividade física. Assim, vem à tona a redução de força e massa muscular, menos tolerância ao exercício e até mesmo dificuldade nas atividades da vida diária, principalmente, em idosos.
Como a fisioterapia cardiopulmonar pode auxiliar?
Durante a fase de internação hospitalar a fisioterapia já se faz importante para manutenção das vias aéreas pérveas, melhorar a ventilação pulmonar e evitar os efeitos deletérios do imobilismo. Sendo imprescindível a atuação fisioterapêutica na UTI e também nas enfermarias.
Após a alta hospitalar, o paciente que estava internado devido o COVID-19 pode procurar por um fisioterapeuta cardiopulmonar para lhe ajudar no processo de reabilitação. Atentar-se a buscar por atendimento ambulatorial após a alta hospital ou isolamento social apenas quando não estiver em fase de transmissão da doença.
A reabilitação conta com uma série de técnicas fisioterapêuticas escolhidas conforme a necessidade de cada indivíduo após uma avaliação cinético-funcional criteriosa que permite traçar metas aliadas a queixa principal do paciente. O fisioterapeuta pode ajudar no retorno das atividades, auxiliar na recuperação pulmonar, controlar a falta de ar, melhorar o cansaço e encontrar o equilíbrio entre atividade e repouso,
. Identificar os sintomas pós COVID-19 o quanto antes é crucial para uma recuperação efetiva com impacto positivo na qualidade de vida. Procure um fisioterapeuta cardiopulmonar e priorize sua saúde. A fisioterapia é fundamental para recuperação após COVID-19.
Fernanda Laís Loro- CREFITO 5| 293.058-F
Fisioterapeuta pela UFCSPA
Especialização em Fisioterapia em Reabilitação Cardiopulmonar pelo Hospital Albert Einstein
Especialização em Fisiologia do Exercício Aplicada à Clínica pela UNIFESP
Aperfeiçoamento em Exercício aplicado ao cardiopata pelo INCOR/SP
Mestranda em Ciências da Reabilitação pela UFCSPA

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