Infartei, e agora?
- lororeabilitar

- 2 de jun. de 2021
- 4 min de leitura
Atualizado: 13 de mar. de 2023
O que é o infarto agudo do miocárdio?
É uma emergência médica com presença de um coágulo que bloqueia a passagem do sangue em um vaso sanguíneo do coração. Com esse bloqueio, essa região do coração fica sem chegar sangue e consequentemente sem oxigênio. Por fim, ocorre a fibrose do tecido cardíaco afetado, ou seja, a morte dessa região do coração.
Sintomas:
- Dor, pressão ou aperto no centro do peito;
- Desconforto que irradia para ombros, pescoço, costas ou mandíbula;
- Falta de ar;
- Tontura inexplicável;
- Náusea;
- Tontura;
- “Suor frio”.
Atenção: Em caso de suspeita de infarto procure por atendimento de urgência imediatamente. Quanto antes iniciar o tratamento melhores as chances de sobreviver.
Fatores de Risco:
- Idade ≥ 45 em homens e ≥ 55 em mulheres;
- Sedentarismo;
- Hipertensão;
- Colesterol aumentado;
- Diabetes Melitus;
- Obesidade;
- Adiposidade central;
- Tabagismo;
- Estresse;
5 etapas após infarto agudo do miocárdio:
Pensando que a recuperação após um evento cardíaco como o infarto agudo do miocárdio não termina no momento da saída do hospital, a Universidade de Harvard sugere 5 etapas para estar atento que vão acelerar a recuperação e proteger a saúde do coração a longo prazo:
1- Conheça os sinais de alerta
É fundamental conhecer os sintomas para caso tenha um novo evento saiba procurar por atendimento de urgência imediatamente.
2- Siga o plano de medicação
Não é porque depois da alta hospitalar você está se sentindo melhor que pode se descuidar da medicação. Os medicamentos para reduzir o colesterol, estabilizar a pressão arterial e controlar sua frequência cardíaca são essenciais para sua saúde nas fases iniciais de recuperação do ataque cardíaco
3- Faça mudanças no seu estilo de vida
A mudança do estilo de vida é essencial para adoção de um estilo de vida mais saudável, incluindo, a prática de exercício físico, o controle da pressão arterial e dieta balanceada ajudam a reduzir o risco de ter um novo evento cardíaco. Além disso, se você fumava antes do infarto, dê prioridade a parar.
4- Participe de um programa de reabilitação cardíaca
A reabilitação cardíaca após alta hospitalar é fundamental e o fisioterapeuta cardiopulmonar está apto a lhe atender em um ambiente seguro e monitorado para auxiliar na sua recuperação funcional. Somado a isso, oferecer assistência em relação a sua orientação sobre mudanças no estilo de vida pós infarto e também sobre o retorno as suas atividades de vida diária e laborais.
5- Comunique-se com sua equipe de saúde
Sempre esteja em contato com sua equipe de saúde e comunique qualquer problema que apresente. Você pode levar algum familiar para suas consultas, pois, eles podem fornecer apoio, ajudando você a seguir o plano de medicamentos e adotar mudanças do estilo de vida e auxiliar na nova rotina de cuidados com a saúde.
REABILITAÇÃO: FISIOTERAPIA CARDIOVASCULAR
Pode ser novidade para muitas pessoas, mas existe uma especialidade da fisioterapia dedicada para doenças do coração voltada para a prevenção e tratamento. Após um evento cardíaco, a fisioterapia cardiovascular é dividida em fases sendo a fase I a intra hospitalar e a fase II logo após alta.
Após a alta hospitalar, a pessoa que teve um infarto tem uma série de dúvidas sobre o retorno as atividades e a melhora da sua condição física e funcional. O fisioterapeuta cardiopulmonar é capaz de auxiliar nesse processo de reabilitação incluindo gradualmente exercícios aeróbicos e de força, técnicas para manter a adequada ventilação pulmonar quando necessário e treinamento da musculatura respiratória.
Fase 1- Hospitalar
Consiste no atendimento fisioterapêutico durante o período de internação após evento cardíaco até a alta em que o fisioterapeuta pode estar presente no pré e pós-operatório quanto na fase de compensação cardíaca. A fisioterapia vai estar atuando para atenuar os efeitos do deletérios do imobilismo, manter e melhorar força muscular, e quando necessário atuando nas questões do sistema respiratório para higiene brônquica e promoção da reexpansão pulmonar.
Fase 2- Após alta hospitalar
Após a alta hospitalar a reabilitação continua em nível ambulatorial (clínicas e consultórios). Essa fase tem duração média de 3 a 6 meses; a duração é variável, pois, consideram-se as condições físicas e clínicas de cada paciente.
Melhorar a capacidade funcional para realizar suas atividades, melhorar o condicionamento e função cardiovascular, diminuir sintomas, auxiliar no retorno das atividades do dia a dia e modificar os fatores de risco para novos eventos são objetivos dessa fase.
Utilizam-se das técnicas da fisioterapia cardiopulmonar incluindo exercício aeróbico, exercício de força, treinamento da musculatura respiratória, técnicas para reexpansão pulmonar e higiene brônquica. Isso tudo é realizado com monitoração da frequência cardíaca, saturação periférica de oxigênio, pressão arterial e percepção de esforço para maior segurança, correta prescrição e consequente evolução do paciente.
Prevenção:
E quem não teve infarto, mas apresenta os fatores de risco mencionados deve estar atento a mudança do estilo de vida, pois, muitos dos fatores de risco para infarto e doenças cardiovasculares, felizmente, podem ser alterados. A fisioterapia cardiovascular pode ser uma aliada tanto na prevenção quanto no tratamento de doenças cardiovasculares.
Priorize a sua saúde cardiopulmonar.

Fernanda Laís Loro- CREFITO 5| 293.058-F
Fisioterapeuta pela UFCSPA
Especialização em Fisioterapia em Reabilitação Cardiopulmonar pelo Hospital Albert Einstein
Especialização em Fisiologia do Exercício Aplicada à Clínica pela UNIFESP
Mestranda em Ciências da Reabilitação pela UFCSPA

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