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Infartei, e agora?

Atualizado: 13 de mar. de 2023

O que é o infarto agudo do miocárdio?


É uma emergência médica com presença de um coágulo que bloqueia a passagem do sangue em um vaso sanguíneo do coração. Com esse bloqueio, essa região do coração fica sem chegar sangue e consequentemente sem oxigênio. Por fim, ocorre a fibrose do tecido cardíaco afetado, ou seja, a morte dessa região do coração.


Sintomas:


- Dor, pressão ou aperto no centro do peito;

- Desconforto que irradia para ombros, pescoço, costas ou mandíbula;

- Falta de ar;

- Tontura inexplicável;

- Náusea;

- Tontura;

- “Suor frio”.


Atenção: Em caso de suspeita de infarto procure por atendimento de urgência imediatamente. Quanto antes iniciar o tratamento melhores as chances de sobreviver.


Fatores de Risco:


- Idade 45 em homens e 55 em mulheres;

- Sedentarismo;

- Hipertensão;

- Colesterol aumentado;

- Diabetes Melitus;

- Obesidade;

- Adiposidade central;

- Tabagismo;

- Estresse;


5 etapas após infarto agudo do miocárdio:


Pensando que a recuperação após um evento cardíaco como o infarto agudo do miocárdio não termina no momento da saída do hospital, a Universidade de Harvard sugere 5 etapas para estar atento que vão acelerar a recuperação e proteger a saúde do coração a longo prazo:


1- Conheça os sinais de alerta


É fundamental conhecer os sintomas para caso tenha um novo evento saiba procurar por atendimento de urgência imediatamente.


2- Siga o plano de medicação


Não é porque depois da alta hospitalar você está se sentindo melhor que pode se descuidar da medicação. Os medicamentos para reduzir o colesterol, estabilizar a pressão arterial e controlar sua frequência cardíaca são essenciais para sua saúde nas fases iniciais de recuperação do ataque cardíaco


3- Faça mudanças no seu estilo de vida


A mudança do estilo de vida é essencial para adoção de um estilo de vida mais saudável, incluindo, a prática de exercício físico, o controle da pressão arterial e dieta balanceada ajudam a reduzir o risco de ter um novo evento cardíaco. Além disso, se você fumava antes do infarto, dê prioridade a parar.


4- Participe de um programa de reabilitação cardíaca


A reabilitação cardíaca após alta hospitalar é fundamental e o fisioterapeuta cardiopulmonar está apto a lhe atender em um ambiente seguro e monitorado para auxiliar na sua recuperação funcional. Somado a isso, oferecer assistência em relação a sua orientação sobre mudanças no estilo de vida pós infarto e também sobre o retorno as suas atividades de vida diária e laborais.


5- Comunique-se com sua equipe de saúde


Sempre esteja em contato com sua equipe de saúde e comunique qualquer problema que apresente. Você pode levar algum familiar para suas consultas, pois, eles podem fornecer apoio, ajudando você a seguir o plano de medicamentos e adotar mudanças do estilo de vida e auxiliar na nova rotina de cuidados com a saúde.


REABILITAÇÃO: FISIOTERAPIA CARDIOVASCULAR


Pode ser novidade para muitas pessoas, mas existe uma especialidade da fisioterapia dedicada para doenças do coração voltada para a prevenção e tratamento. Após um evento cardíaco, a fisioterapia cardiovascular é dividida em fases sendo a fase I a intra hospitalar e a fase II logo após alta.

Após a alta hospitalar, a pessoa que teve um infarto tem uma série de dúvidas sobre o retorno as atividades e a melhora da sua condição física e funcional. O fisioterapeuta cardiopulmonar é capaz de auxiliar nesse processo de reabilitação incluindo gradualmente exercícios aeróbicos e de força, técnicas para manter a adequada ventilação pulmonar quando necessário e treinamento da musculatura respiratória.


Fase 1- Hospitalar


Consiste no atendimento fisioterapêutico durante o período de internação após evento cardíaco até a alta em que o fisioterapeuta pode estar presente no pré e pós-operatório quanto na fase de compensação cardíaca. A fisioterapia vai estar atuando para atenuar os efeitos do deletérios do imobilismo, manter e melhorar força muscular, e quando necessário atuando nas questões do sistema respiratório para higiene brônquica e promoção da reexpansão pulmonar.


Fase 2- Após alta hospitalar


Após a alta hospitalar a reabilitação continua em nível ambulatorial (clínicas e consultórios). Essa fase tem duração média de 3 a 6 meses; a duração é variável, pois, consideram-se as condições físicas e clínicas de cada paciente.

Melhorar a capacidade funcional para realizar suas atividades, melhorar o condicionamento e função cardiovascular, diminuir sintomas, auxiliar no retorno das atividades do dia a dia e modificar os fatores de risco para novos eventos são objetivos dessa fase.

Utilizam-se das técnicas da fisioterapia cardiopulmonar incluindo exercício aeróbico, exercício de força, treinamento da musculatura respiratória, técnicas para reexpansão pulmonar e higiene brônquica. Isso tudo é realizado com monitoração da frequência cardíaca, saturação periférica de oxigênio, pressão arterial e percepção de esforço para maior segurança, correta prescrição e consequente evolução do paciente.


Prevenção:


E quem não teve infarto, mas apresenta os fatores de risco mencionados deve estar atento a mudança do estilo de vida, pois, muitos dos fatores de risco para infarto e doenças cardiovasculares, felizmente, podem ser alterados. A fisioterapia cardiovascular pode ser uma aliada tanto na prevenção quanto no tratamento de doenças cardiovasculares.

Priorize a sua saúde cardiopulmonar.





Fernanda Laís Loro- CREFITO 5| 293.058-F

Fisioterapeuta pela UFCSPA

Especialização em Fisioterapia em Reabilitação Cardiopulmonar pelo Hospital Albert Einstein

Especialização em Fisiologia do Exercício Aplicada à Clínica pela UNIFESP

Mestranda em Ciências da Reabilitação pela UFCSPA



 
 
 

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